
Mesmo
com essas perdas, hoje Jaboatão dos Guararapes tem uma população de 644 620 mil habitantes que nos faz ser a
segunda maior cidade de Pernambuco, a 9ª no Nordeste e a 26ª maior cidade do Brasil, sendo maior que as capitais: Aracaju-SE
(571 149 hab.), Porto Velho-RO (428 527 hab.), Macapá-AP (398 204 hab.), Palmas-TO (228 332 hab.),
Boa Vista (284 258 hab.), Vitória-ES (327 801 hab.) e Rio Branco-AC (333.038 hab.).
Esse contingente populacional reveste nossa cidade de um importante
poder de barganha, podendo influenciar nas decisões políticas locais e
regionais, sendo capaz de captar volumosas quantias de recursos junto à esfera
estadual e federal. Recursos esses que viabilizam a instalação de grandes
equipamentos urbanos em nossa cidade.
O projeto de “emancipação” que não sai da
cabeça de alguns políticos provincianos, não é fruto de estudos de viabilidade
econômica, nem do desejo da população local, nem tão pouco de um projeto de reestruturação
político-administrativa, antes, representa apenas o interesse particular de
alguns políticos que detém o monopólio eleitoral dessas regiões em serem os
futuros prefeitos das novas cidades. A população é quem irá custear mais três
Câmaras e manter os privilégios de algumas dezenas a mais de vereadores e uma miríade
de cargos comissionados. Esse será o preço da “emancipação”.
Por outro lado, é bem verdade que a população sente
os efeitos da segregação espacial que caracteriza nossa cidade. Com uma
estrutura urbana partida, Jaboatão possui uma malha urbana descontinua, fato
este, decorrente de um processo de urbanização com vazios, fruto da
concentração de terras nas mãos de latifundiários que acabou gerando a fragmentação
da mancha urbana da cidade. Isso tudo é agravado com a centralização dos
espaços de decisão política (Cartórios, Fóruns, Câmara, Secretarias, etc..) em
um único ponto da cidade, além da ausência total de uma política de integração territorial.
A população passa a sofrer com o transtorno de percorrer longas distancias para
resolver questões corriqueiras, e com toda razão tem a sensação que está sem
governo.
Se juntos enfrentados diversos problemas,
divididos será ainda pior. Hoje sendo a 26ª maior cidade do Brasil é difícil
captar verbas para resolver os grandes problemas de nossa cidade, reduzidos a
duas ou três “cidadezinhas” será ainda pior.
A diversidade cultural, geográfica e
econômica que nossa cidade apresenta é um elemento enriquecedor que nos
fortalece enquanto povo. Os Curados, Cavaleiro, Jaboatão Antigo, Prazeres,
Muribeca e Praias são faces de uma mesma gente, de uma mesma história, de um só
povo, de um só Jaboatão.
Mário
César Ramos
Núcleo
do PSOL – Jaboatão dos Guararapes
Parabéns ao PSOL por trazer tão importante tema para discussão.
ResponderExcluirQuero fazer aqui algumas considerações sobre o tema emancipação de cidades, em primeiro lugar, para se criar novas cidades, devemos ter critérios, não podemos emancipar um distrito ou lugarejo em cidades, sem que estes critérios estejam bem definidos, hoje com as regras que temos, corremos o rico de ter cidades nascendo inviáveis economicamente, como já ocorreram em nosso estado. Existe em aprovação em Brasília uma emenda constitucional que trata dos critérios para transformação de distritos em cidades. Estes critérios, sendo estabelecidos, podem trazer uma nova ordem e mudança do mapa das cidades no Brasil, e isso é salutar.
No caso específico do Jaboatão, entendemos que as duas cidades que em nossa opinião poderiam surgir, são; “Jaboatão centro e Cavaleiro, formando uma única cidade, e a segunda cidade, Prazeres, Piedade, Jordão, Urs, formando a outra, estas duas estariam bem fundamentadas economicamente, Com certeza, ainda estariam entre as maiores do nosso Estado. Vamos continuar o debate
Roberto Santos