Nas vésperas do réveillon (29/12/11),
o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes-PSDB, quis aprovar na calada da noite o
projeto de Lei 42, que o autorizaria a vender 10 imóveis públicos da cidade,
dentre os quais se destacam os prédios da (antiga) policlínicas José Carneiro
Lins em Prazeres, o terreno da Maternidade Rita Barradas e a Quadra Municipal.
Esse tinha tudo para ser mais um Projeto de Lei que a câmara iria aprovar de
“goela abaixo” sem conhecimento da população, como de costume. No entanto,
graças ao pedido de vista de apenas dois alguns vereadores, o projeto não foi
aprovado e nós, os diretamente afetados com a venda desses bens públicos, fomos
os últimos a saber das intenções do prefeito em querer vender o que é nosso.
Nos quatro cantos da cidade, a população
recebe com revolta a notícia de que Elias quer vender o pouco que resta do já
defasado patrimônio público da cidade. É preciso enterrar a velha política de
Jaboatão que mantém nossa cidade no atraso político e cultural.
Ocorreu na manhã desta quarta feira a
sessão plenária que votaria a PL42 (que autorizaria a prefeitura vender bens
públicos), com a câmara lotada os vereadores recuram e decidiram retirar da
pauta a PL, e encaminharam a realização de uma audiência pública para discutir
o tema. isso é o mínimo que se espera de uma cidade que vive em uma
democracia. A mobilização da sociedade contra a venda dos bens
públicos da cidade, mostrou que quando população é incluída no processo
democrático, os interesses do povo acabam sempre prevalecem sobre os poderosos.
Jaboatão precisa
avançar sobre tudo o que diz respeito ao fortalecimento da democracia
participativa. Não dá mais para o destino de 700 mil habitantes continuarem
sendo decididos dentro de quatro paredes, por meia dúzia de cidadãos cabenses.
Jaboatão já começa a ter uma oposição firme contra os desmandos daqueles que
confundem o patrimônio público com os interesses privados. Não uma oposição que
fez coro com as (indi)gestões do passado, nem com o atual governo, que juntos
levaram nossa cidade ao atraso político e cultural de hoje, mas uma oposição
que nasce dos espaços populares e pronuncia junto com aqueles que nunca tiveram
voz um grito de liberdade.
Agradeço ao Roberto, pela iniciatica de publicar as ações que são verdadeiramente da comunidade unida, e quero que através desta conquista de hj, demonstrar ao povo jaboatonese que podemos fazer muito mais do que vetar um projeto de lei, um povo unido tem a força de movimentar a politica publica e ornamentala a um estado de cidadania e democracia que estejam dentro dos fundamentos dos direitos humanos, assim respeitando a dignidade humana que vale salientar que hj está sendo muito desrrespeitada pelo executivo atual.
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