Durante a primeira reunião da Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) deste ano legislativo, realizada nesta terça-feira
(7), o senador Armando Monteiro ressaltou a importância da criação do Código de
Defesa do Contribuinte (PLS 298/2011).
O senador destacou
a necessidade de se promover um amplo debate sobre o tema, uma vez que em sua
opinião, somente por meio da criação do Código do Contribuinte “se tem
condições de equilibrar a relação entre fisco e contribuinte no Brasil,
marcadas por muitas desigualdades”.
“O Código de Defesa
do Contribuinte vai dar mais clareza na confecção das normas tributárias,
admitindo o processo de compensação tributária de forma automática e
transparente, dentre outras medidas que darão mais garantias ao contribuinte”,
afirmou.
O parlamentar, que
votou favorável ao Projeto de Lei do Senado (PLS 492/2007) – apresentado hoje
na CAE -, que facilita a compensação de débitos relativos a contribuições
previdenciárias com créditos de outros tributos federais, comemorou a aprovação
unânime, por entender que esse projeto dá início à construção de uma relação
mais justa do contribuinte com as administrações fazendárias.
“O Senado Federal
retoma suas atividades com uma discussão fundamental que é o Código de Defesa
do Contribuinte. Há mais de 10 anos se debate a criação do código nesta Casa. O
Brasil avançou em muitas áreas, mas, infelizmente, a relação fisco/contribuinte
no Brasil ainda é marcada por uma posição de extrema desigualdade. Ou seja, o
Estado está cheio de prerrogativas em face do contribuinte, e o contribuinte
não tem prerrogativas em face do Estado. O projeto aprovado nesta Comissão é
uma boa forma de inaugurarmos algumas conquistas que o Código de Defesa do
Contribuinte haverá de proporcionar ao País quando da sua aprovação pelo
Senado”, comentou Armando Monteiro.
PLS 298/2011 - O
projeto de criação do Código de Defesa do Contribuinte é de autoria da senadora
Kátia Abreu (PSD/TO), cuja relatoria é do senador Armando Monteiro, na Comissão
de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ). O projeto deve tramitar na CAE
antes de ser apreciado no Plenário do Senado Federal.
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