segunda-feira, 1 de abril de 2013

Podemos morar com dignidade nos morros e altos, é só uma questão de aproximar o poder público do social. O que seriamos se os mais de 500 milhões tivessem sido usados na melhoria da nossa cidade?

Ao visitar a cidade de Val Paraíso, que fica a mais ou menos 100 Km de Santiago, e em especial, a parte alta da cidade, ficamos imaginando como seria morar nos morros da nossa cidade se tivéssemos o mínimo de infraestrutura e vontade política dos homens públicos. Claro que as cidades do Chile não vivem as maravilhas do mundo, se vocês não sabem, o Chile é um acidente geográfico, cercado por morros e em sua extensão por alguns vulcões, além de terremotos que vez por outra entram em erupção.
Sua economia basicamente é da exploração do minério de cobre, produção de frutas e vinhos. Os trabalhadores desta atividade, da exploração de minérios, principalmente o de cobre, ganham em média 9 mil reais por mês, no entanto, colocam suas vidas em riscos todos os dias. O salário mínimo é de cerca de 400 dólares, a outra base econômica é o turismo. No Chile, chove por ano, apenas 300 milímetros, para se ter uma ideia, esta quantidade de chuva é o equivalente a um dia do inverno brasileiro, e, em Pernambuco. 
A água que a população consome vem 80% das cordilheiras dos Andes, quando do degelo, e 20% são águas subterrâneas. Bem, mesmo assim, nos morros as praças são bem cuidadas, os serviços públicos funcionam e as casas dos pobres chilenos que residem nos morros, na sua maioria são bem cuidados e apresentam um visual bastante acolhedor.
Porque estamos mostrando estes pontos aos nossos leitores? Para mostrar que é possível cuidar da nossa cidade. Imagine se a nossa dívida (a de Jaboatão) que passou dos 500 milhões tivesse sido usada para melhorar a qualidade de vida da população, como estaríamos agora como cidade? Acessibilidade nas praias – Boas ideias tem que ser copiadas.

Segue fotos das casas dos morros, uma praça que tive a oportunidade de conhecer, e sugestão de acesso as praias para pessoas com deficiência física.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Um 2012 repleto de realizações