Antes de tudo, é preciso que se
esclareça ao cidadão e eleitor jaboatonense que o projeto de construção do
Binário com as Ruas Rio Branco e Av. Barão de Lucena,
Analisando o resultado final dessa
obra a partir da perspectiva daquele que deveria ser o elemento central de
qualquer projeto de mobilidade, o pedestre, verificamos que o Binário de
Jaboatão Centro foi uma decepção para quem esperava ver, com as alterações
viárias, o alargamento das calçadas. Ledo engano! As calçadas em Jaboatão Centro
continuam como sempre foram: estreitas, mal conservadas e sem atender as normas
técnicas de acessibilidade universal. Desafio, qualquer pessoa com mobilidade
reduzida (cadeirantes, gestantes, idosos e etc..) a se deslocaram pelas principais
ruas da cidade sem enfrentarem enormes dificuldades. O enlarguecimento das calçadas, a nosso ver,
deveria ser o objetivo principal da construção do binário, sobre tudo, por se
tratar de uma área comercial onde as calçadas desempenham uma função primordial,
mas, pelo contrário, priorizaram o automóvel em detrimento dos pedestres.
Embora todo o projeto tenha sido
orientado para beneficiar quem anda de carro, onde não coube espaço para
ciclovias, calçadas nem para o pedestre, mesmo para quem adota o automóvel como
modal o problema não foi resolvido em sua totalidade, pois, ainda hoje, todos
os dias cerca de 1Km de congestionamento continua a se formar da UPA de Engenho
Velho à estação do metrô. Como percebemos o binário não resolveu o problema da
mobilidade no Centro Antigo da cidade.
Outra atrocidade cometida em nome da
imposição do automóvel foi a expulsão dos feirantes do Beco da Colônia (R.
Câmara Lima). Uma feira tradicional da cidade, que representava a subsistência
de dezenas de pais de família, o atual governo, de forma arbitrária, realocou
os feirantes para uma área marginalizada no “mercado” de Jaboatão, quando, o
que deveria ser feito era exatamente o contrário: a pedestrealização da rua com
o devido ordenamento do comercio e a restrição do automóvel a exemplo da Rua Imperatriz
do Recife. Feito isso, teríamos dado um impulso ao comércio varejista local.
Por fim há uma pergunta que não quer
calar: qual foi o custo total do binário Jaboatão Centro? Já que a prefeitura,
em descumprimento à transparência, não fixou, em momento algum, placas
publicando o valor do contrato nem a empresa, ou melhor, “as empresas” que
venceram a licitação, uma vez que várias construtoras entraram, gastaram o
dinheiro público e abandonaram a obra. Somado todos os aditivos, o desperdício
de dinheiro público decorrente das constantes mudanças de empresas, qual o
valor final da obra? Pelo visto, o Binário Jaboatão Centro não passou de mais
uma obra demorada, onerosa e, sobre tudo, eleitoreira.
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Um 2012 repleto de realizações